Weverton Rocha e o ‘Grupo Seleto’: O Luxo e as Suspeitas na Mira da Polícia Federal

Luxo, Poder e Investigação: A Teia que Envolve Weverton Rocha e Willer Tomaz
Uma operação da Polícia Federal trouxe à tona detalhes impressionantes sobre a vida luxuosa de figuras influentes no coração do poder em Brasília. No centro do furacão estão o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz, cujas relações agora são escrutinadas sob a suspeita de lavagem de dinheiro e desvios de verbas previdenciárias do INSS.
O Cenário do Luxo: Do Lago Sul ao Rancho Tomaz
Durante as buscas realizadas na residência de Willer Tomaz, no bairro mais nobre de Brasília, o Lago Sul, os agentes da PF encontraram um cenário de ostentação. O casarão conta com:
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- Adega Monumental: Uma estrutura de vinhos que se estende do chão ao teto logo na entrada.
- Coleção de Relógios: Um mostruário climatizado com controle rigoroso de temperatura para peças de alto valor.
- Rancho Tomaz: Uma propriedade suntuosa em Planaltina, equipada com piscina aquecida, quadras de tênis, campo de minigolfe e acesso exclusivo à Lagoa Formosa.
O “Grupo Seleto” e a Foto Comprometedora
A investigação ganhou um novo capítulo com a análise do celular de Weverton Rocha. Entre os arquivos, a PF encontrou uma fotografia datada de 23 de abril de 2023, que revela a intimidade do advogado com a cúpula do poder político brasileiro.
A imagem mostra Willer Tomaz e diversos parlamentares — majoritariamente da direita e do Centrão — em um momento de descontração na piscina do rancho. Entre os identificados estão figuras como Arthur Lira (ex-presidente da Câmara), Alexandre Ramagem, Juscelino Filho, Elmar Nascimento e Paulo Azi.
Essas reuniões eram organizadas via WhatsApp em um grupo chamado “👩❤️👨 Grupo Seleto 👩❤️👨”, onde a elite política combinava encontros em feriados, evidenciando uma rede de influência que ultrapassa a formalidade dos gabinetes.
As Suspeitas Financeiras e a Lavagem de Dinheiro
Para a Polícia Federal, o luxo não é coincidência. O inquérito aponta indícios graves de que Willer Tomaz atuaria como um operador financeiro para o senador Weverton Rocha. Os principais pontos da investigação incluem:
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- Transferências Suspeitas: Aproximadamente R$ 11 milhões teriam sido transferidos de empresas de Willer para Samya Rocha, esposa do senador.
- Custeio de Vida: Há evidências de que a própria casa de Weverton no Lago Sul foi comprada por Willer, que também arcaria com despesas básicas como luz e telefone.
- Origem dos Recursos: A PF suspeita que parte desses valores seja proveniente de desvios de aposentadorias e pensões do INSS.
A Ascensão de Willer Tomaz (WT)
A trajetória de Willer, conhecido como “WT”, é marcada por uma ascensão meteórica. O que começou como uma simples loja de informática em Taguatinga transformou-se em um escritório de advocacia prestigiado, atraindo clientes como os irmãos Batista (Grupo J&F) e aproximando-o de figuras como Flávio Bolsonaro.
A influência de WT era tamanha que ele chegou a ser cotado para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora tenha desistido da vaga.
O Que Dizem os Envolvidos?
Em nota, Willer Tomaz nega qualquer vínculo com fraudes previdenciárias, alegando que a atenção da PF se deve ao empréstimo de sua aeronave para o senador em caráter particular. Já Weverton Rocha afirmou receber a operação com tranquilidade, sustentando que todas as suas movimentações financeiras decorrem de atividades profissionais e empresariais legítimas.
O caso agora segue sob a análise do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá decidir os próximos passos desta teia de interesses e poder.
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