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Estatina e Colesterol: Por que ela não resolve tudo? Entenda a Lipoproteína(a)

Estatina e Colesterol: Por que ela não resolve tudo? Entenda a Lipoproteína(a)

temp_image_1784308953.553101 Estatina e Colesterol: Por que ela não resolve tudo? Entenda a Lipoproteína(a)

Estatina e Colesterol: Por que ela não resolve tudo? Entenda a Lipoproteína(a)

Para milhões de pessoas ao redor do mundo, a estatina é a aliada número um na luta contra o colesterol “ruim” (LDL). No entanto, a ciência médica acaba de trazer um alerta importante: existe um tipo de gordura no sangue que nem a dieta rigorosa, nem os exercícios físicos e nem mesmo as estatinas conseguem controlar. Estamos falando da lipoproteína(a), ou simplesmente Lp(a).

Se você cuida da alimentação e faz uso de medicação, mas ainda tem histórico familiar de problemas cardíacos, entender a Lp(a) pode ser a chave para a sua prevenção.

O que é a Lipoproteína(a) e por que ela é diferente do LDL?

Diferente do LDL, que oscila conforme nossos hábitos de vida, a lipoproteína(a) é determinada quase inteiramente pela nossa genética. Cerca de 90% dos níveis de Lp(a) no sangue são herdados dos nossos pais.

Isso significa que, independentemente de quão saudável seja a sua rotina, se você nasceu com a tendência genética para níveis elevados, esse valor permanecerá estável ao longo da vida. Estima-se que uma em cada cinco pessoas possua níveis altos de Lp(a) sem sequer saber.

Por que a estatina não funciona para a Lipoproteína(a)?

As estatinas são medicamentos extremamente eficazes para reduzir a produção de LDL no fígado. No entanto, a estrutura da Lp(a) é diferente, tornando-a resistente a esse tipo de tratamento. É aqui que reside o perigo: muitas pessoas acreditam estar totalmente protegidas por manterem o LDL baixo com o uso de estatina, enquanto a Lp(a) elevada continua agindo silenciosamente.

Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Lp(a) elevada pode aumentar em até três vezes o risco de infarto e favorecer a calcificação da válvula aórtica, especialmente em idosos.

A Importância do Exame: Você já dosou sua Lp(a)?

Durante anos, os médicos raramente solicitavam esse exame porque não havia um tratamento específico. No entanto, esse cenário mudou. Novas diretrizes recomendam que todo adulto realize a dosagem da lipoproteína(a) ao menos uma vez na vida.

Por que fazer o exame se não há remédio específico hoje?

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  • Mapeamento de Risco: Saber que você tem Lp(a) alta permite que o médico seja muito mais rigoroso no controle de outros fatores.
  • Prevenção Intensificada: Quem possui esse marcador genético deve manter a pressão arterial, a glicemia e o LDL em níveis ainda mais baixos para compensar o risco.
  • Vigilância Familiar: Como é genético, o resultado de um paciente pode alertar filhos e irmãos sobre a necessidade de prevenção precoce.

O Futuro: Novas terapias no horizonte

A boa notícia é que a ciência está avançando rapidamente. Novos medicamentos, como o pelacarseno, já estão em fase de testes avançados. Em estudos iniciais, essa terapia injetável conseguiu reduzir a lipoproteína(a) em cerca de 80%.

Embora ainda seja necessário comprovar que a redução da Lp(a) se traduz diretamente em menos infartos e AVCs, a expectativa é alta para que, em breve, tenhamos ferramentas capazes de silenciar esse risco genético.

Conclusão: O equilíbrio entre medicação e prevenção

A estatina continua sendo fundamental para a saúde cardiovascular, mas ela não é a única peça do quebra-cabeça. O controle do colesterol é personalizado. Se você tem histórico familiar de doenças cardíacas prematuras, converse com seu cardiologista sobre a dosagem da lipoproteína(a).

Lembre-se: conhecer seus números é o primeiro passo para proteger seu coração e garantir uma vida mais longa e saudável.

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