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Inverno e Coração: Entenda por que o risco de infarto aumenta no frio e como se prevenir

Inverno e Coração: Entenda por que o risco de infarto aumenta no frio e como se prevenir

temp_image_1782765217.189961 Inverno e Coração: Entenda por que o risco de infarto aumenta no frio e como se prevenir

Inverno e Coração: Por que o risco de infarto aumenta nas baixas temperaturas?

Com a chegada do inverno, o cenário muda: as manhãs tornam-se mais geladas, o café ganha um sabor especial e a vontade de permanecer sob as cobertas vence qualquer disposição para exercícios. No entanto, enquanto buscamos o conforto térmico, nosso corpo enfrenta desafios silenciosos que podem impactar diretamente a nossa saúde cardiovascular.

Embora a maioria das pessoas associe o inverno apenas a gripes e resfriados, existe um risco mais grave e menos discutido: o aumento na incidência de infarto e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Estudos indicam que esses eventos podem crescer entre 20% e 30% nos meses mais frios.

Por que o frio afeta o coração?

A relação entre as baixas temperaturas e o risco de infarto acontece devido a reações fisiológicas do nosso organismo para manter a temperatura corporal. Confira os principais motivos:

  • Vasoconstrição: Para evitar a perda de calor, as artérias se contraem (ficam mais estreitas). Isso dificulta o relaxamento vascular, elevando a pressão arterial e exigindo um esforço maior do músculo cardíaco.
  • Viscosidade Sanguínea: No frio, o sangue tende a se tornar mais “espesso” (viscoso) e as plaquetas ficam mais propensas a se agruparem, o que aumenta consideravelmente a chance de formação de coágulos.
  • Sedentarismo Sazonal: A tendência de diminuir a atividade física e optar por refeições mais calóricas sobrecarrega o sistema cardiovascular.

O perigo invisível: a desidratação no inverno

Um detalhe que passa despercebido por muitos é a diminuição da ingestão de água. Como suamos menos e a sensação de sede diminui, passamos horas sem nos hidratar. No entanto, a desidratação — mesmo que leve — torna o sangue ainda mais concentrado, potencializando a viscosidade sanguínea e, consequentemente, elevando o risco de um infarto ou AVC.

Quem deve redobrar a atenção?

Embora qualquer pessoa deva se cuidar, o alerta é vermelho para indivíduos que já possuem fatores de risco, como:

  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes mellitus;
  • Colesterol elevado (dislipidemia);
  • Obesidade;
  • Histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Dicas práticas para proteger seu coração no inverno

Prevenir um infarto não exige mudanças drásticas, mas sim a manutenção de hábitos saudáveis, mesmo quando o clima não convida. Siga estas recomendações:

  1. Hidrate-se conscientemente: Beba água regularmente, mesmo sem sentir sede.
  2. Mantenha-se ativo: Se não quiser sair de casa, pratique alongamentos ou caminhadas leves em ambientes internos.
  3. Alimentação inteligente: Priorize alimentos naturais, coloridos e ricos em compostos bioativos, evitando o excesso de gorduras e açúcares típicos de “comidas de inverno”.
  4. Não abandone a medicação: Para quem trata pressão alta, diabetes ou colesterol, este é o momento em que a aderência ao tratamento é mais crucial.

O inverno pode ser uma época deliciosa de recolhimento e convivência familiar, mas não permita que o conforto nos faça esquecer da saúde. Assim como vestimos mais camadas de roupa para nos proteger do frio, nosso coração também precisa de camadas de proteção através de hábitos saudáveis.

Para saber mais sobre a prevenção de doenças cardíacas, consulte as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a maior autoridade no assunto no Brasil.

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