Mpox no Brasil: Ministério da Saúde reforça estoque de vacinas para conter a doença

Brasil intensifica combate à Mpox com a compra de novas doses de vacinas
O Ministério da Saúde deu um passo estratégico para garantir a segurança sanitária do país ao autorizar a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. A medida visa recompor os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar que o Brasil tenha a capacidade de resposta necessária diante de oscilações no cenário epidemiológico.
Embora o Brasil tenha registrado uma queda drástica nas infecções em comparação ao pico de 2022, a vigilância permanece alta. Recentemente, o estado do Rio de Janeiro apresentou um aumento preocupante nos casos: na capital fluminense, as confirmações nos últimos dois meses foram sete vezes maiores do que no mesmo período do ano passado. Para conter esse avanço, o governo federal já enviou 2 mil doses adicionais ao estado do Rio.
Quem tem prioridade na vacinação contra a Mpox?
A vacinação não é universal, mas focada em grupos de maior vulnerabilidade. A estratégia nacional prioriza pessoas que correm maior risco de desenvolver formas graves da doença. Confira quem pode receber o imunizante:
- Prioridade Máxima: Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³.
- Grupos Secundários: Pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³ e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).
- Profissionais de Saúde: Especialmente aqueles que manipulam amostras do vírus em laboratórios.
O esquema vacinal consiste em duas doses, com um intervalo de 28 dias entre elas. A recomendação é que os pacientes procurem seus centros de referência para cadastro e agendamento.
Vacinação pós-exposição: ainda dá tempo de evitar a infecção?
Sim, a vacina contra a mpox também funciona como profilaxia após o contato com o vírus. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a eficácia é maior quando a dose é aplicada preferencialmente nos primeiros quatro dias após a exposição.
A imunização pode ser realizada em até 14 dias após o contato. Embora a probabilidade de evitar a infecção diminua após o quarto dia, a vacina ainda é fundamental para reduzir drasticamente o risco de a doença evoluir para quadros graves.
Sintomas da Mpox: Quando procurar ajuda médica?
Identificar a doença precocemente é essencial para o tratamento e para evitar a propagação do vírus. Os principais sinais de alerta incluem:
- Sintomas Iniciais: Febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço extremo e inchaço nos gânglios (ínguas).
- Lesões Cutâneas: Surgimento de bolhas na pele que evoluem para lesões com pus e, posteriormente, formam crostas.
Se você apresentar qualquer um desses sintomas ou teve contato próximo com alguém infectado, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e coleta de amostras para diagnóstico.
Como ocorre a transmissão e qual o tratamento?
A mpox é transmitida principalmente através do contato direto com as lesões na pele, secreções ou mucosas de pessoas infectadas. O vírus também pode ser propagado através de beijos e relações sexuais. Embora menos comum, a transmissão por gotículas respiratórias pode ocorrer em contatos próximos e prolongados.
Para mais informações globais sobre a doença, você pode acessar o portal da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tratamento: Na maioria dos casos, o foco é o controle da febre, da dor e a higienização das lesões. Em casos graves, especialmente em pacientes imunossuprimidos, médicos podem prescrever o antiviral tecovirimat.
Lembre-se: a doença geralmente dura de duas a quatro semanas e a transmissão cessa completamente assim que todas as crostas caem e a pele está totalmente cicatrizada.
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