PMMA Proibido: Entenda por que o Conselho de Odontologia Baniu o Preenchedor Estético

O Perigo Oculto da Beleza Permanente: Por que o PMMA foi Proibido?
A busca por procedimentos estéticos rápidos e definitivos pode esconder riscos alarmantes. Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tomou uma medida drástica e necessária: a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor injetável para fins exclusivamente estéticos.
Essa decisão, publicada no Diário Oficial da União, alinha a odontologia às diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), que já havia banido a substância em maio deste ano. Mas afinal, o que torna o PMMA tão perigoso?
O que é o PMMA e como ele funciona?
O PMMA é um polímero sintético composto por microesferas suspensas em gel. Diferente do ácido hialurônico, que é reabsorvível pelo organismo, o PMMA é um preenchedor permanente. Isso significa que, uma vez injetado no corpo, ele permanece lá para sempre.
Embora tenha sido popularizado para aumentar o volume de glúteos e remodelar o rosto, a substância é classificada pela Anvisa como um produto de Classe de Risco IV — a categoria de risco máximo para produtos de saúde.
Quais as exceções? Quando o uso ainda é permitido?
É importante ressaltar que o PMMA não foi banido de todas as práticas médicas e odontológicas. O seu uso permanece autorizado apenas em casos reparadores, desde que o profissional possua habilitação técnica específica. As situações permitidas incluem:
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- Correção de deformidades faciais: Reconstrução de tecidos após traumas ou doenças.
- Tratamento de Lipodistrofia: Correção volumétrica em pacientes infectados pelo vírus HIV/Aids, decorrente do uso de antirretrovirais.
Os Riscos Graves do Uso Estético do PMMA
A proibição não aconteceu por acaso. O uso indiscriminado do PMMA para fins de beleza tem sido associado a complicações severas e, em alguns casos, fatais. Entre os riscos documentados, destacam-se:
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- Reações Inflamatórias Tardias: O corpo pode rejeitar a substância anos após a aplicação.
- Granulomas: Formação de nódulos endurecidos e deformadores sob a pele.
- Infecções Persistentes e Necroses: Morte de tecidos que podem exigir cirurgias complexas para remoção.
- Complicações Sistêmicas: Casos de embolia, insuficiência renal e até cegueira.
Casos recentes de óbitos após a aplicação da substância em clínicas de estética serviram de alerta para as autoridades de saúde, reforçando que a segurança do paciente deve prevalecer sobre a estética.
Consequências para os Profissionais
Agora, qualquer cirurgião-dentista que utilize o PMMA para fins puramente estéticos estará sujeito a processos ético-disciplinares, além de responder civil e penalmente por eventuais danos causados aos pacientes.
Para quem busca preenchimentos, a recomendação é clara: procure profissionais qualificados e questione sempre sobre a natureza da substância utilizada. Priorize materiais reabsorvíveis e aprovados pelos órgãos reguladores para evitar sequelas irreversíveis.
Para saber mais sobre a segurança em procedimentos estéticos, consulte as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
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