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PMMA Proibido: Entenda por que o Conselho de Odontologia Baniu o Preenchedor Estético

PMMA Proibido: Entenda por que o Conselho de Odontologia Baniu o Preenchedor Estético

temp_image_1784914226.813431 PMMA Proibido: Entenda por que o Conselho de Odontologia Baniu o Preenchedor Estético

O Perigo Oculto da Beleza Permanente: Por que o PMMA foi Proibido?

A busca por procedimentos estéticos rápidos e definitivos pode esconder riscos alarmantes. Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tomou uma medida drástica e necessária: a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor injetável para fins exclusivamente estéticos.

Essa decisão, publicada no Diário Oficial da União, alinha a odontologia às diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), que já havia banido a substância em maio deste ano. Mas afinal, o que torna o PMMA tão perigoso?

O que é o PMMA e como ele funciona?

O PMMA é um polímero sintético composto por microesferas suspensas em gel. Diferente do ácido hialurônico, que é reabsorvível pelo organismo, o PMMA é um preenchedor permanente. Isso significa que, uma vez injetado no corpo, ele permanece lá para sempre.

Embora tenha sido popularizado para aumentar o volume de glúteos e remodelar o rosto, a substância é classificada pela Anvisa como um produto de Classe de Risco IV — a categoria de risco máximo para produtos de saúde.

Quais as exceções? Quando o uso ainda é permitido?

É importante ressaltar que o PMMA não foi banido de todas as práticas médicas e odontológicas. O seu uso permanece autorizado apenas em casos reparadores, desde que o profissional possua habilitação técnica específica. As situações permitidas incluem:

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  • Correção de deformidades faciais: Reconstrução de tecidos após traumas ou doenças.
  • Tratamento de Lipodistrofia: Correção volumétrica em pacientes infectados pelo vírus HIV/Aids, decorrente do uso de antirretrovirais.

Os Riscos Graves do Uso Estético do PMMA

A proibição não aconteceu por acaso. O uso indiscriminado do PMMA para fins de beleza tem sido associado a complicações severas e, em alguns casos, fatais. Entre os riscos documentados, destacam-se:

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  • Reações Inflamatórias Tardias: O corpo pode rejeitar a substância anos após a aplicação.
  • Granulomas: Formação de nódulos endurecidos e deformadores sob a pele.
  • Infecções Persistentes e Necroses: Morte de tecidos que podem exigir cirurgias complexas para remoção.
  • Complicações Sistêmicas: Casos de embolia, insuficiência renal e até cegueira.

Casos recentes de óbitos após a aplicação da substância em clínicas de estética serviram de alerta para as autoridades de saúde, reforçando que a segurança do paciente deve prevalecer sobre a estética.

Consequências para os Profissionais

Agora, qualquer cirurgião-dentista que utilize o PMMA para fins puramente estéticos estará sujeito a processos ético-disciplinares, além de responder civil e penalmente por eventuais danos causados aos pacientes.

Para quem busca preenchimentos, a recomendação é clara: procure profissionais qualificados e questione sempre sobre a natureza da substância utilizada. Priorize materiais reabsorvíveis e aprovados pelos órgãos reguladores para evitar sequelas irreversíveis.

Para saber mais sobre a segurança em procedimentos estéticos, consulte as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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