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Superbactéria em Porto Alegre: UFRGS Alerta para Presença de Bactéria Multirresistente em Águas da Capital

Superbactéria em Porto Alegre: UFRGS Alerta para Presença de Bactéria Multirresistente em Águas da Capital

temp_image_1778544305.168708 Superbactéria em Porto Alegre: UFRGS Alerta para Presença de Bactéria Multirresistente em Águas da Capital

Perigo Invisível: Superbactéria é Detectada em Pontos Estratégicos de Porto Alegre

Um alerta grave para a saúde pública acaba de ser emitido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Através de estudos rigorosos, a equipe identificou a presença da bactéria Acinetobacter baumannii em amostras de água coletadas em quatro pontos distintos de Porto Alegre. O que torna a descoberta ainda mais preocupante é que algumas dessas amostras revelaram um perfil de multirresistência, tornando a bactéria imune a diversos antibióticos comuns.

Onde a bactéria foi encontrada?

O monitoramento, realizado como parte dos projetos ClimaRes WaSH e CLIMASANO, mapeou a presença do patógeno nas seguintes localidades:

  • Praia do Lami: Área de lazer e contato com a natureza.
  • Praia de Ipanema: Localizada na Zona Sul da capital.
  • Guaíba (Foz do Arroio Dilúvio): Ponto crítico de drenagem urbana.
  • EBAP Menino Deus: Próximo à Estação de Bombeamento de Água Pluvial.

O Ponto Crítico: Resistência Total a Antimicrobianos

Embora a presença da bactéria em vários pontos seja alarmante, a amostra coletada próxima à EBAP Menino Deus acendeu o sinal vermelho. As análises laboratoriais comprovaram que a bactéria neste local era resistente a todos os 14 antimicrobianos testados, incluindo medicamentos potentes como a ceftazidima, imipenem, meropenem e ciprofloxacino.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Acinetobacter baumannii, em 2024, como uma das bactérias mais perigosas do mundo. Essa classificação leva em conta a alta taxa de mortalidade, a facilidade de transmissibilidade e a crescente dificuldade em encontrar tratamentos eficazes devido à resistência bacteriana.

A Conexão com Ambientes Hospitalares

Um dos focos da pesquisa é entender se existe uma ligação genética entre essas amostras e um surto ocorrido em abril na UTI neonatal do Hospital Fêmina, que infelizmente resultou na morte de um bebê prematuro.

No entanto, os especialistas da UFRGS acreditam que a dinâmica de contaminação ocorre no sentido inverso: dejetos hospitalares sem o tratamento adequado estariam sendo lançados na rede de esgoto, contaminando os corpos d’água da cidade, e não que a bactéria teria chegado ao hospital via água do Guaíba.

Existe risco para quem consome água da rede?

Para tranquilizar a população, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informou que os achados referem-se a ambientes naturais. Portanto, não há relação com a água tratada que chega às torneiras das residências, que passa por processos de potabilização rigorosos.

Próximos Passos da Investigação

A equipe de pesquisadores agora avançará para o sequenciamento genômico das bactérias. O objetivo é aprofundar o estudo sobre o perfil de resistência e testar a suscetibilidade dos isolados à polimixina B, considerada um dos últimos recursos terapêuticos disponíveis para combater infecções causadas por esse tipo de superbactéria.

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