Vacina Mpox: Casos Disparam no Rio de Janeiro e Alerta de Escassez Acende

Alerta de Saúde: Mpox apresenta crescimento alarmante no Rio de Janeiro
O cenário epidemiológico no Rio de Janeiro acendeu um sinal vermelho. Nos últimos dois meses, a capital fluminense registrou um salto preocupante no número de infecções por Mpox, com um aumento de sete vezes em comparação ao mesmo período do ano anterior. O dado é alarmante: entre setembro e outubro, foram confirmados 74 casos, enquanto em 2025, no mesmo intervalo, apenas 10 pessoas haviam sido diagnosticadas.
Para agravar a situação, a cidade enfrenta atualmente a falta de doses da vacina mpox, dificultando a contenção do vírus em um momento crítico. No estado do Rio, o número total de confirmações em 2026 já chega a 211 casos, superando amplamente os 119 registros de todo o ano passado.
O que é a Mpox e quais os principais sintomas?
A Mpox é uma doença infecciosa viral que requer atenção imediata ao surgimento dos primeiros sinais. A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais, secreções de pessoas infectadas ou mesmo pelo contato com objetos contaminados (como roupas de cama e toalhas).
Fique atento aos seguintes sintomas:
- Febre persistente;
- Dores intensas no corpo e fadiga;
- Lesões na pele que evoluem para bolhas;
- Linfonodos inchados (ínguas).
Embora a maioria dos casos apresente evolução leve a moderada, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas imunossuprimidas, podendo levar ao óbito se não for tratada adequadamente.
Vacina Mpox: Quem tem prioridade na imunização?
Devido à disponibilidade limitada de doses, o Ministério da Saúde estabeleceu critérios rigorosos para a vacinação prioritária. Atualmente, a vacina é destinada a:
- Pessoas vivendo com HIV: especificamente aquelas com comprometimento grave do sistema imunológico;
- Profissionais de laboratório: que manipulam diretamente o vírus;
- Contatos de risco: pessoas que tiveram exposição direta a casos suspeitos ou confirmados.
Diante da escassez de imunizantes no Rio, lideranças políticas, como o deputado federal Daniel Soranz, têm cobrado a compra urgente de novas doses pelo Governo Federal para evitar que a disseminação se torne um problema nacional incontrolável.
Como agir em caso de suspeita?
O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho é enfático: ao notar qualquer sintoma suspeito, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. Como a doença é altamente contagiosa — transmitida por via sexual e aérea —, o diagnóstico precoce é fundamental para proteger a comunidade e evitar novos focos de infecção.
Para mais informações oficiais sobre a vigilância epidemiológica e orientações de prevenção, você pode consultar o portal da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou o site do Ministério da Saúde.
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