Cuidado! Novo Vírus Altera QR Code do Pix em Lojas Online: Saiba Como se Proteger

Alerta de Cibersegurança: Golpe do Pix Ataca E-commerces Brasileiros
Se você costuma fazer compras online utilizando o Pix, é hora de redobrar a atenção. A Kaspersky, referência global em cibersegurança, emitiu um alerta crítico sobre um novo vírus que está infiltrando lojas virtuais no Brasil para desviar pagamentos de clientes diretamente para as contas de criminosos.
Até o momento, a empresa já identificou cerca de 90 e-commerces brasileiros infectados por esse código malicioso. O alvo principal são lojas de pequeno e médio porte, abrangendo setores como moda, óticas, autopeças e sites de arrecadação.
Como Funciona a Fraude do QR Code?
Diferente de outros golpes onde o usuário clica em links suspeitos, este vírus atua silenciosamente dentro da própria plataforma da loja. O processo acontece da seguinte forma:
- Substituição Instantânea: No momento exato em que o cliente escolhe o Pix como forma de pagamento, o malware substitui o QR Code legítimo por um controlado pelos golpistas.
- Ataque ao “Copia e Cola”: A fraude não se limita à imagem do código; o campo de texto “copia e cola” também é alterado, tornando o golpe invisível mesmo para quem não usa a câmera do celular.
- Invisibilidade para o Lojista: Como o pagamento nunca chega à conta da loja, a venda aparece como “pendente” ou “carrinho abandonado”, fazendo com que o comerciante demore a perceber a invasão.
O Perigo da Pulverização de Valores
Um dos pontos mais alarmantes destacados pela Kaspersky é a rapidez com que os criminosos movimentam o dinheiro. Assim que a vítima efetua o pagamento, os valores são espalhados por diversas contas de “laranjas”.
Essa tática dificulta drasticamente a recuperação dos valores através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, pois o dinheiro é pulverizado antes que a denúncia seja feita.
Por que as Lojas Estão Sendo Alvejadas?
A investigação revelou que a maioria dos sites atingidos utiliza a plataforma Magento (de código aberto). O problema não está na plataforma em si, mas na falta de manutenção. Brechas de segurança e a ausência de atualizações críticas permitem que invasores injetem scripts maliciosos via domínios de comando e controle.
“Essa tática tem um enorme potencial de disseminação, pois, com a técnica agora pública nos fóruns do cibercrime, outros grupos criminosos devem adotá-la rapidamente”, alerta Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky.
Como se Proteger: Dicas Essenciais
Para Consumidores:
- Confira o Destinatário: Antes de confirmar o pagamento no app do seu banco, verifique atentamente o nome do beneficiário. Se o nome for de uma pessoa física ou empresa desconhecida, não finalize a transação.
- Desconfie de Atrasos: Se o pagamento foi feito, mas a loja não confirma o recebimento, entre em contato imediatamente com o banco e a empresa.
Para Lojistas:
- Atualize seus Sistemas: Mantenha a plataforma de e-commerce e todos os plugins rigorosamente atualizados.
- Monitore Transações: Fique atento a um volume anormal de pedidos “abandonados” no checkout do Pix.
- Invista em Segurança: Utilize firewalls de aplicação (WAF) e realize auditorias de segurança periódicas para evitar que um vírus comprometa sua receita e a confiança do seu cliente.
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