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Bitcoin hoje e a nova regulação do Banco Central: Stablecoins foram proibidas no Brasil?

Bitcoin hoje e a nova regulação do Banco Central: Stablecoins foram proibidas no Brasil?

temp_image_1777978826.252014 Bitcoin hoje e a nova regulação do Banco Central: Stablecoins foram proibidas no Brasil?

Bitcoin hoje e a Nova Regulação do Banco Central: O que você precisa saber

Se você acompanha o mercado de bitcoin hoje e as movimentações dos ativos virtuais, certamente já percebeu que a regulação é o tema central para a maturidade do setor no Brasil. Recentemente, surgiu uma onda de dúvidas e interpretações equivocadas sobre a Resolução BCB 561/26, publicada pelo Banco Central (BCB) em 30 de abril.

Muitos investidores e empresas questionaram se a norma teria proibido o uso de stablecoins ou criptoativos em território nacional. A resposta curta é: não. Mas há detalhes fundamentais que você precisa entender para não cometer erros operacionais.

O que mudou com a Resolução BCB 561/26?

A nova norma trouxe ajustes específicos ao regime do serviço de pagamento ou transferência internacional, amplamente conhecido como eFX. O ponto crucial da discussão reside no artigo 50 da resolução.

De acordo com Thiago Amaral, especialista em meios de pagamento e sócio do Barcellos Tucunduva Advogados, a vedação é pontual e técnica. A norma não ataca a existência das criptomoedas, mas sim a sua função como “trilho” de liquidação em operações de eFX.

Stablecoins: Onde está a proibição?

Para tornar a explicação mais clara, imagine o fluxo de uma operação de eFX. O prestador de serviço recebe reais de um cliente no Brasil e precisa liquidar esse valor com seu parceiro no exterior. É exatamente neste momento que a restrição acontece.

  • O que NÃO pode: O prestador de eFX não pode utilizar ativos virtuais (como USDT ou USDC) para liquidar a operação com a contraparte estrangeira.
  • O que DEVE ser feito: A liquidação deve ocorrer exclusivamente via operação de câmbio ou movimentação em conta em reais de não residente mantida no Brasil.

Isso significa que, mesmo que a operação seja invisível para o usuário final (ocorrendo apenas na camada de tesouraria da empresa), o uso de stablecoins como meio de liquidação no eFX tornou-se proibido.

A separação dos “Trilhos Regulatórios”

É fundamental compreender que o Banco Central trabalha com a separação de fluxos. Existe o regime do eFX e existe o regime próprio para prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs).

As operações feitas diretamente com criptoativos, fora do escopo do eFX, continuam seguindo a regulamentação específica para ativos virtuais. Portanto, a dinâmica do bitcoin hoje e de outras moedas digitais para fins de investimento ou transações diretas permanece inalterada por esta resolução específica.

Conclusão: Maior Rastreabilidade e Segurança

O objetivo do Banco Central do Brasil com essa medida é aumentar a rastreabilidade dos fluxos financeiros e evitar a mistura de regimes regulatórios distintos. A mensagem é clara: o Brasil quer organizar o mercado, garantindo que cada operação financeira utilize o canal jurídico e fiscal correto.

Para quem opera com criptoativos, a dica é manter-se atualizado e contar com assessoria jurídica especializada para adequar as operações de tesouraria às novas exigências do BCB.

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