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Deolane Bezerra: Justiça nega habeas corpus e polêmica sobre ‘cela especial’ persiste

Deolane Bezerra: Justiça nega habeas corpus e polêmica sobre ‘cela especial’ persiste

temp_image_1784381190.6953 Deolane Bezerra: Justiça nega habeas corpus e polêmica sobre 'cela especial' persiste

Justiça de São Paulo Mantém Prisão de Deolane Bezerra

O cenário jurídico para a influenciadora e advogada Deolane Bezerra tornou-se ainda mais complexo. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) formou maioria para negar um novo pedido de habeas corpus impetrado por sua defesa. Até o momento, o placar registra 2 votos a 0 pela rejeição do pedido, aguardando apenas a manifestação do terceiro desembargador para a conclusão definitiva do julgamento.

Deolane permanece presa preventivamente como parte da Operação Vérnix. A investigação apura graves suspeitas de lavagem de dinheiro e envolvimento com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), especificamente em atividades ligadas à exploração de jogos de azar.

A Batalha pela ‘Sala de Estado-Maior’

Um dos pontos centrais da disputa jurídica não é apenas a liberdade da influenciadora, mas as condições de sua custódia. A defesa de Deolane Bezerra pleiteia o direito ao recolhimento em uma Sala de Estado-Maior, uma prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia para advogados presos antes de uma condenação definitiva.

Entenda os argumentos em conflito:

  • Defesa da Influenciadora: Alega que a cela atual na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista é inadequada, citando falta de ventilação, mau cheiro e até a presença de escorpiões.
  • Ministério Público (MP-SP): Sustenta que não existem mais Salas de Estado-Maior no sistema prisional paulista e que a prerrogativa é suprida por celas especiais, individuais e higiênicas.
  • Secretaria da Administração Penitenciária (SAP): Afirma que a detenta está em um pavilhão especial, com acesso a televisão, ventilador, chuveiro elétrico e assistência médica.

O Papel da OAB e a Suspensão do Registro

A situação de Deolane é peculiar devido ao seu registro profissional. A OAB-SP suspendeu a inscrição da advogada após a decretação de sua prisão. Para a relatora do caso, a desembargadora Renata Cantello, essa suspensão descaracteriza a condição jurídica que daria a Deolane o direito subjetivo à Sala de Estado-Maior ou à conversão da prisão em domiciliar.

A OAB-SP, por sua vez, defendeu que atua para garantir as prerrogativas profissionais sempre que solicitada pela defesa, independentemente de privilégios, reforçando que “ninguém está acima da lei”.

Resumo da Operação Vérnix

Para quem acompanha o caso, vale lembrar que a Operação Vérnix resultou em sete indiciamentos. Deolane Bezerra responde pelos crimes de:

  1. Organização criminosa;
  2. Lavagem de dinheiro.

A influenciadora nega veementemente todas as acusações. Enquanto o processo segue, a atenção se volta para o voto do último magistrado do TJ-SP, que poderá manter a decisão ou, eventualmente, pedir vista dos autos, adiando o desfecho do pedido de liberdade.

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