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Doença de Newcastle confirmada em Santa Catarina: Entenda os impactos na avicultura e a segurança do consumo

Doença de Newcastle confirmada em Santa Catarina: Entenda os impactos na avicultura e a segurança do consumo

temp_image_1792452055.796617 Doença de Newcastle confirmada em Santa Catarina: Entenda os impactos na avicultura e a segurança do consumo

Novo Foco da Doença de Newcastle é Detectado em Santa Catarina: O que Você Precisa Saber

O Ministério da Agricultura confirmou, nesta segunda-feira, a detecção de um novo foco da doença de Newcastle em território brasileiro. O caso foi identificado em uma criação comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, Santa Catarina. A notícia acende um alerta para o setor avícola, dado que o Brasil ocupa uma posição de liderança global na produção e exportação de carne de frango.

O foco ocorreu em uma granja integrada, com aproximadamente 6 mil aves de corte. A descoberta foi fruto de uma ação de vigilância ativa da equipe técnica do governo, o que demonstra a eficiência do monitoramento epidemiológico preventivo, já que os animais não apresentavam sinais clínicos visíveis da enfermidade.

O que é a Doença de Newcastle e como ela age?

A doença de Newcastle é causada por um vírus que ataca tanto aves domésticas quanto silvestres. Ela é conhecida por sua agressividade, podendo provocar sintomas graves em três frentes principais:

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  • Respiratórios: Dificuldade respiratória e secreções;
  • Nervosos: Tremores e perda de coordenação;
  • Digestivos: Diarreias e apatia.

A taxa de mortalidade é variável, mas em casos severos, pode atingir até 100% do plantel. Um ponto crítico é que não existe tratamento para a doença; por isso, a medida padrão é a eliminação do lote infectado para evitar que o vírus se espalhe para outras propriedades.

Como ocorre a transmissão e quais as medidas de controle?

A propagação do vírus acontece principalmente por meio de aerossóis (gotículas expelidas pelas vias respiratórias das aves) e também através das fezes de animais doentes. Para conter a situação, o governo federal já implementou um plano de contingência rigoroso, seguindo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

As principais ações de controle incluem:

  • Interdição imediata: A granja afetada foi isolada, suspendendo-se qualquer movimentação de aves.
  • Área de Restrição: Foi estabelecido um raio de vigilância de 10 quilômetros, abrangendo os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.
  • Sacrifício Sanitário: As 6 mil aves da unidade serão sacrificadas conforme os protocolos de biosseguridade.

O consumo de carne de aves continua seguro?

Esta é a dúvida mais comum entre os consumidores. A resposta curta e direta é: Sim, o consumo é totalmente seguro.

O Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçam que a doença de Newcastle não representa risco para a saúde humana através da ingestão de carne. Os animais do foco identificado não entraram na cadeia de consumo e serão eliminados.

Embora possa ocorrer conjuntivite leve em humanos em casos raros de contato direto e próximo com secreções de aves doentes, a transmissão via alimentação é inexistente. Para mais informações sobre vigilância sanitária, consulte o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Impactos nas Exportações e Mercado Interno

Como o Brasil é um gigante exportador, a confirmação de um foco pode gerar instabilidades comerciais. Mercados rigorosos como China, Chile e México possuem protocolos de interrupção automática de compras em casos de problemas sanitários.

No entanto, o governo brasileiro já iniciou a comunicação oficial com os mercados consumidores para mitigar prejuízos. Quanto ao mercado interno, a ABPA garante que não haverá desabastecimento, especialmente nas festas de fim de ano, pois a indústria possui estoques e capacidade de redirecionamento de produtos.

Próximos Passos para a Erradicação

Para que o foco seja oficialmente encerrado, a granja deve passar por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção. Após essa etapa, inicia-se a contagem de 42 dias para a extinção oficial. O Brasil poderá pleitear o retorno do status de área livre da doença junto à OMSA em até 90 dias após a conclusão do processo.

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