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Escândalo no Rio Metrópole: Operação do MPRJ Revela Fraude de R$ 86 Milhões

Escândalo no Rio Metrópole: Operação do MPRJ Revela Fraude de R$ 86 Milhões

temp_image_1783597686.885168 Escândalo no Rio Metrópole: Operação do MPRJ Revela Fraude de R$ 86 Milhões

Escândalo no Rio Metrópole: Operação do MPRJ Desvenda Esquema de Corrupção de R$ 86 Milhões

Uma operação impactante deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelou, nesta quinta-feira, a existência de um sofisticado esquema de corrupção operando dentro do Instituto Rio Metrópole. A investigação aponta para o desvio de aproximadamente R$ 86 milhões por meio de contratos ilegais e fraudes em licitações.

O Instituto Rio Metrópole, fundado em 2018 e vinculado à Secretaria Estadual de Governo, deveria atuar na articulação e monitoramento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da região metropolitana fluminense. No entanto, tornou-se, segundo as investigações, o centro de uma organização criminosa.

Como Funcionava o Esquema de Fraude?

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal, o grupo utilizou contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026 para drenar recursos públicos. O modus operandi era complexo:

  • Contratações Irregulares: Valores eram pagos a empresas como a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.
  • Lavagem de Dinheiro: O montante era posteriormente transferido para o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), que servia como uma entidade de fachada, sem estrutura operacional.
  • Saques em Espécie: O dinheiro era sacado em espécie do Instituto BIO, contando inclusive com a escolta armada da empresa Rioforte para garantir a movimentação dos valores.
  • Aditivos Suspeitos: O esquema era inflacionado por aditivos contratuais. Apenas em 2023, uma única empresa recebeu um acréscimo surpreendente de R$ 58 milhões.

Os Principais Envolvidos e as Prisões

A operação resultou na prisão de cinco pessoas e na emissão de diversos mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo e Teresópolis. Entre os detidos e denunciados, destacam-se:

  • Davi Perini Vermelho: Presidente do Instituto Rio Metrópole, apontado como o líder do núcleo de servidores, controlando pagamentos e autorizando contratações.
  • Maurício Silva Knoploch dos Santos: Diretor de Planejamento e Projetos, acusado de direcionar as licitações para as empresas do grupo.
  • Franquis Dias Nepomuceno: Delegado da Polícia Civil e diretor no IRM, atuava como ordenador de despesas e controlava a escolta do dinheiro.
  • Marcelo Lopes da Silva: Procurador do Estado, responsável por emitir pareceres jurídicos que mascaravam a ilegalidade dos contratos.
  • Caroline Soares Barros e Amanda Íthala Paschoa: Atuavam na fiscalização dos contratos e atestavam a execução de serviços que, na verdade, serviam para respaldar os pagamentos fraudulentos.

Consequências Legais e Próximos Passos

A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro imputa aos acusados crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Além das prisões, a Justiça aplicou medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e proibição de saída do país para outros envolvidos, incluindo representantes das empresas beneficiadas.

Este caso coloca sob os holofotes a necessidade de maior transparência e fiscalização rigorosa nos órgãos vinculados ao governo estadual, especialmente naqueles que gerem vultosas somas destinadas ao desenvolvimento urbano do Rio Metrópole.

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