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Médico Investigado por Morte de Gestante e Bebê é Impedido de Atuar na Rede Pública de MG

Médico Investigado por Morte de Gestante e Bebê é Impedido de Atuar na Rede Pública de MG

temp_image_1781742217.436558 Médico Investigado por Morte de Gestante e Bebê é Impedido de Atuar na Rede Pública de MG

Tragédia em Minas Gerais: Negligência Médica Resulta na Morte de Mãe e Filho

Um caso chocante de suposta omissão de socorro abalou a cidade de Três Marias, na região central de Minas Gerais. A Polícia Civil investiga a responsabilidade do obstetra Higo Moreira Fonseca, de 42 anos, na morte trágica de Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos, e do bebê que ela esperava. A gestante, que estava no sétimo mês, deu entrada no Hospital São Francisco com sintomas graves de pré-eclâmpsia, mas o desfecho foi fatal.

Omissão e Conflito de Diagnósticos

De acordo com as investigações, Bárbara chegou à unidade de saúde na noite de 8 de junho apresentando hipertensão arterial e proteinúria — sinais clássicos de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento rigoroso para evitar a eclâmpsia e a morte materna.

A médica clínica de plantão relatou ter acionado o obstetra de sobreaviso, Dr. Higo Fonseca, logo no início da noite. No entanto, o médico teria minimizado a situação via telefone, sugerindo que os sintomas poderiam ser causados por ansiedade ou até um surto psicótico, recusando-se a comparecer presencialmente ao hospital para avaliar a paciente.

A Sequência Fatal e a Decisão Polêmica

A situação tornou-se crítica na madrugada seguinte. Por volta das 5h, após a paciente apresentar letargia e palidez, o médico foi novamente acionado. Mesmo diante do agravamento, ele teria reafirmado que o caso era “clínico e não obstétrico”.

  • 5h17: O médico envia mensagem em grupo de WhatsApp reforçando que quadros clínicos em gestantes deveriam ser conduzidos pela clínica médica.
  • 5h18: A paciente sofre a primeira parada cardiorrespiratória.
  • 5h35: O obstetra finalmente chega ao hospital, momento em que a paciente já enfrentava a segunda parada.

Testemunhas afirmam que houve sugestões para a realização de uma cesariana de emergência para tentar salvar o bebê. Contudo, o médico decidiu não operar, alegando que a criança poderia nascer com sequelas neurológicas graves devido ao tempo de parada cardíaca da mãe. O óbito de ambos foi confirmado às 5h45.

Implicações Jurídicas: Médico Impedido de Atuar

O caso é tratado pela polícia como suspeita de duplo homicídio por dolo eventual, quando o profissional assume o risco de produzir o resultado morte através de sua omissão.

Embora tenha recebido liberdade provisória, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas. Atualmente, o profissional encontra-se impedido de acessar o Hospital São Francisco e, mais gravemente, foi impedido de exercer atividades médicas na rede pública de saúde, especialmente na área de obstetrícia, para evitar qualquer influência em testemunhas ou novos riscos a pacientes.

Posicionamento da Defesa

Em nota, a defesa do Dr. Higo Fonseca afirmou que a investigação está em fase inicial e que o contexto assistencial é complexo, envolvendo aspectos técnicos que devem ser analisados com critério. O advogado ressaltou que o regime de sobreaviso é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e difere de um plantão presencial.

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