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Monique Medeiros: PGR Defende Prisão e Julgamento de Henry Borel é Adiado

Monique Medeiros: PGR Defende Prisão e Julgamento de Henry Borel é Adiado

temp_image_1776353616.327717 Monique Medeiros: PGR Defende Prisão e Julgamento de Henry Borel é Adiado



Monique Medeiros: PGR Defende Prisão e Julgamento de Henry Borel é Adiado

Monique Medeiros: PGR Defende o Retorno à Prisão e Julgamento de Henry Borel é Adiado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a revogação da soltura de Monique Medeiros, ré no processo que investiga a morte de seu filho, Henry Borel. A PGR argumenta que a decisão de libertar Monique foi indevida e contrária a decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF).

Julgamento Adiado e a Defesa de Jairo Souza Santos

A Justiça do Rio de Janeiro remarcou para o mês de maio o julgamento do caso Henry Borel, o menino de 4 anos que faleceu em 2021 com sinais de espancamento. Os acusados são o padrasto, Jairo Souza Santos, e a mãe, Monique Medeiros. Durante a última tentativa de julgamento, os advogados de Jairo Souza Santos abandonaram o plenário alegando falta de acesso a todas as provas, o que impossibilitou a continuidade do júri.

A Prisão de Monique e os Recursos

Monique Medeiros teve sua prisão revogada em duas ocasiões, mas retornou à cadeia. Em 23 de março, a Justiça a soltou novamente, justificando que ela não foi responsável pelo adiamento do julgamento e que a manutenção da prisão configuraria excesso de prazo. O pai de Henry Borel recorreu da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Contexto do Caso Henry Borel

Henry Borel faleceu em 8 de março de 2021. A necropsia revelou 23 lesões no corpo do menino, e a causa da morte foi definida como ação contundente e laceração hepática. Henry foi levado ao hospital por seus pais, já sem vida, após ser encontrado no apartamento onde moravam na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Investigação e Prisão dos Acusados

A polícia concluiu que a morte de Henry Borel não foi acidental, e que o menino era vítima de tortura rotineira por parte de Jairo Souza Santos, com o conhecimento de Monique Medeiros. Ambos foram presos um mês após a morte do menino. A investigação aponta para um padrão de violência e negligência que culminou na trágica morte de Henry.

O Parecer da PGR e a Relatoria no STF

O caso está sendo analisado no STF sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que solicitou a manifestação da PGR sobre a manutenção da prisão de Monique Medeiros. Em seu parecer, o subprocurador-geral da República, Antônio Edílio Teixeira, se posicionou a favor do restabelecimento da prisão preventiva.

Argumentos da PGR e Rejeição das Teses da Defesa

A PGR concordou com os argumentos da acusação, reconhecendo a legitimidade do assistente de acusação, a contrariedade da decisão de primeira instância às determinações do STF e a inexistência de excesso de prazo injustificado, considerando que o andamento do processo foi impactado pelas ações da defesa. As teses da defesa de Monique, que alegavam uso inadequado da reclamação, falta de base nos precedentes do STF e ausência de legitimidade do assistente, foram rejeitadas.

Gravidade do Caso e Justificativas para a Prisão

A PGR enfatizou a gravidade do caso e os elementos concretos que justificam a prisão, como o risco ao processo, a possível coação de testemunhas e o descumprimento de medidas cautelares. A PGR reforçou que a decisão não se baseia apenas na comoção pública, mas em evidências sólidas que apontam para a necessidade de manter Monique Medeiros presa durante o processo.

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