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Motoristas de App poderão recusar pagamento em dinheiro? Entenda o PL 485/2020

Motoristas de App poderão recusar pagamento em dinheiro? Entenda o PL 485/2020

temp_image_1779806869.934395 Motoristas de App poderão recusar pagamento em dinheiro? Entenda o PL 485/2020

Segurança no Transporte: Motoristas de Aplicativo Poderão Recusar Pagamentos em Dinheiro

A segurança de quem dirige e de quem viaja em aplicativos de transporte, como Uber e 99, está no centro de um debate legislativo importante. O Projeto de Lei 485/2020, que já recebeu a aprovação da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado, propõe que motoristas tenham o direito legal de recusar corridas com pagamento em dinheiro.

O objetivo principal da medida é reduzir a vulnerabilidade dos condutores, diminuindo drasticamente o risco de assaltos e situações de violência durante as viagens. Embora muitas plataformas já ofereçam a opção de filtrar pagamentos, a proposta busca transformar essa funcionalidade em um direito amparado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Por que a recusa do dinheiro físico é estratégica?

Segundo o parecer do senador Flávio Arns (PSB-PR), a decisão de aceitar ou não pagamentos em espécie deve ser exclusiva do motorista. A justificativa é clara: a circulação de dinheiro vivo dentro do veículo torna o profissional um alvo mais atrativo para a criminalidade.

Além da questão financeira, o projeto traz outras melhorias cruciais para a segurança operacional:

  • Visibilidade do Trajeto: As plataformas deverão permitir que o motorista visualize o destino completo antes de aceitar a viagem.
  • Monitoramento Ativo: Implementação de sistemas que detectem mudanças bruscas de rota ou eventos de risco.
  • Mecanismos de Alerta: Criação de botões e alertas rápidos para situações de emergência durante a corrida.

O que dizem os dados sobre a segurança na mobilidade?

A necessidade de novas leis é reforçada por dados reais. Uma pesquisa de mobilidade urbana e segurança realizada pela inDrive revelou que a sensação de risco é constante. Cerca de 72% dos entrevistados sentem-se vulneráveis antes mesmo da viagem começar, seja durante a espera ou no momento da solicitação.

Além disso, a tecnologia é vista como a principal aliada: 47% dos usuários consideram o monitoramento em tempo real o recurso mais importante, seguido de perto pelo compartilhamento de rota com contatos de confiança (46%).

Qual o próximo passo para a aprovação?

O projeto, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), agora segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Se for aprovado definitivamente e sancionado, as empresas de tecnologia terão um prazo de 180 dias para adaptar seus sistemas às novas exigências legais.

Essa mudança representa um passo significativo para profissionalizar ainda mais a atividade de motorista de aplicativo no Brasil, priorizando a integridade física do trabalhador frente à conveniência do pagamento em espécie.

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