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Misoginia como Crime de Racismo: Mulheres se Mobilizam por Justiça no Brasil

Misoginia como Crime de Racismo: Mulheres se Mobilizam por Justiça no Brasil

temp_image_1785724409.65719 Misoginia como Crime de Racismo: Mulheres se Mobilizam por Justiça no Brasil

A Luta Contra a Misoginia: Mobilização Nacional Pressiona o Congresso

Em um movimento histórico de resistência e busca por justiça, mulheres de diversas regiões do Brasil ocuparam as ruas de pelo menos 19 cidades neste último domingo. O objetivo central das manifestações é claro: pressionar a Câmara dos Deputados a votar o Projeto de Lei (PL) 896/2023, que propõe a equiparação da misoginia ao crime de racismo.

A convocação, liderada pelo grupo Levante Mulheres Vivas, transformou capitais e cidades do interior em palcos de reivindicação. A urgência do projeto, que já foi aprovada em julho, agora depende da pauta do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que possa ser votado e transformado em lei.

O Que Propõe o PL 896/2023?

A proposta legislativa busca elevar a gravidade jurídica da misoginia — o ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres. Ao equipará-la ao crime de racismo, a legislação tornaria a prática um crime inafiançável e imprescritível. Essa mudança é vista como um passo crucial para desencorajar discursos de ódio e violência sistêmica de gênero no país.

Cidades Mobilizadas e Vozes Fortes

A mobilização não ficou restrita a um único centro, espalhando-se por pontos estratégicos de diversas capitais. Confira alguns dos locais onde a luta ganhou força:

  • São Paulo: Concentração na emblemática Avenida Paulista, em frente ao Masp.
  • Brasília: Atos no Eixão, reunindo militantes feministas e pré-candidatas.
  • Rio de Janeiro: Caminhada simbólica pelas ruas de Copacabana, com foco no Posto 2.
  • Salvador: Ato simbólico realizado no Farol da Barra.
  • Outras Cidades: João Pessoa, Boa Vista, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte, entre outras.

Durante o ato em São Paulo, a deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (Psol), enfatizou a necessidade da pressão popular: “Estamos lutando para tornar a misoginia crime inafiançável. Só vamos conseguir isso com mulheres nas ruas pressionando o Congresso Nacional”.

A relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), reforçou que a pauta transcende divergências políticas. “Essa luta é maior do que nossas diferenças. A gente cansou de não saber se vai voltar bem, se vai voltar viva. A nossa luta é pela vida, pela sobrevivência”, declarou a parlamentar.

Próximos Passos no Legislativo

Com a retomada das atividades do Congresso Nacional prevista para o dia 10 de agosto, a expectativa dos movimentos sociais é que o PL 896/2023 seja priorizado. A luta contra a misoginia reflete a necessidade urgente de mecanismos legais mais rígidos para garantir a segurança e a dignidade de todas as mulheres brasileiras.

Para acompanhar a tramitação de projetos de lei e a agenda do legislativo, você pode acessar o portal oficial da Câmara dos Deputados.

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