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Política

STF determina soltura de desembargador investigado por vazamento de informações sigilosas

✍️ Chegou Agora • 🗓️ outubro 31, 2026 • ⏱️ 3 min de leitura
temp_image_1793439342.814751 STF determina soltura de desembargador investigado por vazamento de informações sigilosas

STF Determina Soltura de Desembargador Investigado por Vazamento de Sigilo da Polícia Federal

Em uma decisão recente que mexe com os bastidores do Judiciário e da política fluminense, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. O magistrado era alvo de investigações por suspeita de ter vazado informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal.

Medidas Cautelares e a Liberdade do Desembargador

Embora tenha deixado a prisão, a liberdade do desembargador não é plena. O ministro Moraes substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares rigorosas, visando garantir a ordem do processo. Entre as determinações estão:

  • Uso de tornozeleira eletrônica: Monitoramento constante da localização do magistrado.
  • Apreensão do passaporte: Impedimento de viagens internacionais para evitar possíveis fugas.

Macário Ramos Júdice Neto estava detido desde 16 de dezembro de 2025, tornando-se um dos nomes centrais em um escândalo de quebra de sigilo judicial.

O Centro da Investigação: O Caso TH Joias e o Comando Vermelho

A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que o desembargador teria repassado detalhes estratégicos de uma operação contra TH Joias, ex-deputado estadual acusado de ter ligações com a facção criminosa Comando Vermelho.

De acordo com a linha de investigação, o fluxo de informações teria ocorrido da seguinte forma:

  1. O desembargador antecipou detalhes da ação policial para o deputado estadual Rodrigo Bacellar.
  2. Rodrigo Bacellar, por sua vez, teria alertado TH Joias sobre a iminente operação policial.

A Defesa e as Provas Contestadas

A defesa do magistrado nega veementemente todas as acusações. O ponto crucial da discórdia é um suposto encontro entre Macário e Bacellar em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, ocorrido em setembro de 2025.

Os advogados sustentam que não existem provas desse encontro. Para embasar a tese, a defesa cita levantamentos de antenas de telefonia celular (ERBs) solicitados pela própria Polícia Federal, que indicariam que os dois não estiveram no mesmo local naquela data. Segundo a versão da defesa, o desembargador estava, na verdade, em um jantar com amigos no bairro do Leblon.

Transferência de Rodrigo Bacellar e Próximos Passos

Além da soltura do desembargador, a decisão de Alexandre de Moraes autorizou a transferência do deputado Rodrigo Bacellar (ex-presidente da Alerj) da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro.

É importante ressaltar que Bacellar e TH Joias continuam presos preventivamente. A mudança de local para Bacellar visa facilitar o trâmite processual, mas não altera sua condição de detento.

Apesar da soltura do desembargador, as investigações continuam a todo vapor para desmantelar a rede de vazamentos e a relação entre agentes públicos e o crime organizado no estado.

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