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Márcio Canella e Operação Unha e Carne: Entenda as Investigações da PF sobre Lavagem de Dinheiro

Márcio Canella e Operação Unha e Carne: Entenda as Investigações da PF sobre Lavagem de Dinheiro

temp_image_1783428814.902538 Márcio Canella e Operação Unha e Carne: Entenda as Investigações da PF sobre Lavagem de Dinheiro

Operação Unha e Carne: PF Cumpre Mandados Contra Márcio Canella e Outras Autoridades

Em uma ofensiva contra a corrupção e o crime organizado no Rio de Janeiro, a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne. O principal alvo da ação é Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e nome indicado por Flávio Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado Federal.

A operação, que conta com a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca desarticular uma sofisticada organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis como fachada para a lavagem de dinheiro, contando com a conivência de agentes públicos.

Os Detalhes da Investigação: Bilhões em Movimentação

As investigações apontam para números alarmantes. De acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a movimentação financeira suspeita ultrapassa a marca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A PF investiga não apenas a lavagem de dinheiro, mas também a prática de contratações diretas ilegais.

Além de Márcio Canella, outro alvo central é o delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil durante a gestão de Cláudio Castro. A relação entre Canella e Amin é antiga, evidenciada inclusive pela entrega da medalha Tiradentes — a maior honraria da Alerj — concedida ao delegado pelo ex-prefeito.

Raio-X da Operação Unha e Carne

Para garantir a eficácia da ação, a Polícia Federal distribuiu 19 mandados de busca e apreensão em diversas cidades fluminenses. Confira as localidades atingidas:

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  • Rio de Janeiro (Capital)
  • Niterói
  • São Gonçalo
  • Itaboraí
  • Resende

Conexões Perigosas: Milícias e Indicações Políticas

Um dos pontos mais críticos da investigação envolve a gestão de Márcio Canella em Belford Roxo. Registros indicam que o ex-prefeito teria nomeado dois indivíduos condenados por práticas ligadas a milícias para cargos de secretários municipais, levantando sérias dúvidas sobre a integridade da administração pública na Baixada Fluminense.

Quanto a Marcus Amin, sua trajetória é marcada por pressões políticas. Nomeado como chefe da Polícia Civil em outubro de 2023 após insistências de deputados estaduais, Amin foi exonerado em setembro de 2024, assumindo posteriormente um cargo de coordenação de segurança na ALERJ.

Até o momento, a defesa de Márcio Canella e do delegado Marcus Amin não se manifestou sobre as acusações. O caso segue sob rigorosa investigação da Polícia Federal para apurar a extensão do esquema e identificar novos envolvidos.

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